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Volume 36 / Fascículo 1
Maio 2013
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Richard Feynman chamou-lhe a “jóia da física”: uma construção teórica elegante e poderosa, fruto de décadas de inspiração e trabalho de mentes brilhantes, capaz de descrever a interacção entre a luz e a matéria com uma precisão sem precedentes. Falo da electrodinâmica quântica (ou QED, do inglês Quantum Electrodynamics), uma teoria que combina com sucesso a mecânica quântica e a relatividade restrita, e que permite prever e explicar todos os fenómenos conhecidos envolvendo partículas carregadas e fotões. Feynman devia saber do que falava, já que partilhou com outros dois colegas o prémio Nobel da Física de 1965, pelas suas contribuições para o desenvolvimento desta teoria.
Um artigo recentemente publicado na revista Science veio reforçar a controvérsia em torno do valor do raio do protão. O enigma foi gerado em 2010 quando a colaboração CREMA publicou na revista Nature os resultados da experiência de espectroscopia laser do hidrogénio muónico. Através da medição do desvio de Lamb, foi estimado um novo valor para o raio do protão, muito desfasado do valor previamente conhecido. Este valor foi recalculado, após uma exaustiva análise de dados. O novo valor obtido confirma a grande discrepância em relação ao valor recomendado anteriormente.
As medições físicas, químicas e biológicas são fundamentais no diagnóstico, na prevenção e tratamento de doenças, na avaliação do risco e na monitorização dos pacientes. Neste contexto, os resultados das medições são de uma relevância inquestionável, devendo ser exatos, reais e comparáveis. Este artigo apresenta o enquadramento legal dos equipamentos médicos com função de medição, em Portugal e no contexto Europeu, e consequente relevância da rastreabilidade metrológica das medições realizadas com os mesmos.
Estão a passar cem anos desde que Niels Bohr publicou a primeira parte do seu artigo seminal “Sobre a Constituição de Átomos e Moléculas”, na Philosophical Magazine, com a benção de Ernest Rutherford, em cujo laboratório o autor tinha trabalhado em 1912. Bohr quando teve o “aha” extraordinário da quantização das orbitais atómicas só tinha 28 anos. Tinha completado o doutoramento com uma tese sobre teoria de metais em 1911, quando Rutherford anunciou ao mundo o núcleo atómico que obrigava ao modelo dos electrões planetários. A física mais revolucionária costuma surgir de mentes jovens.
Sociedade Portuguesa de Física (SPF) reuniu em assembleia geral no passado dia 25 de março para proceder à eleição dos seus órgãos diretivos, no seguimento do término de funções da direção anterior. Havendo apenas uma lista apresentada, esta foi eleita pela quase totalidade dos votos expressos, de acordo com a seguinte distribuição: 68 votos a favor, 1 voto em branco,1 voto contra.
Realizou-se no passado dia 20 de Abril a fase regional da XXIX edição das Olimpíadas de Física. As Olimpíadas Regionais de Física decorreram em simultâneo em cinco locais distintos: os Departamentos de Física das Universidades do Porto e de Coimbra, o pólo do Instituto Superior Técnico no Taguspark, a Universidade dos Açores, em Ponta Delgada, e a Universidade da Madeira, no Funchal.
A equipa “Air Sat One Team”, da Escola Básica e Secundária de Santa Maria (Açores), foi a grande vencedora da final da competição CANSAT 2013 que decorreu na Holanda, de 10 a 14 de abril.
Orfeu Bertolami, professor catedrático do Departamento de Física e Astronomia da Faculdade de Ciências, Universidade do Porto, foi recentemente eleito como Outstanding Referee pela Sociedade Americana de Física (APS).
Alunos de 17 escolas portuguesas participaram na All-Portugal Asteroid Search Campaign de 13 de fevereiro a 20 de março de 2013, mas foi de Ponta Delgada, nos Açores, e de Matosinhos que nos chegaram as duas descobertas desta campanha.
Como seria se não existissem estrelas à noite? O que é que nós perdíamos? O nosso planeta, visto da Estação Espacial Internacional, parece uma árvore de Natal. Esta iluminação, visível a partir do espaço, é poluição luminosa provocada por candeeiros e projetores exteriores que iluminam para cima ou para os lados, tornando o céu noturno mais claro.
Este livro apresenta o céu noturno ao leitor, partindo de uma iniciação breve e eficaz, evoluindo rapidamente para situações práticas. Seguem-se os conselhos e apoio à interação direta do leitor com o céu, utilizando literalmente as pontas dos seus dedos, manejando o planisfério celeste que acompanha a obra.
No dia 30 de maio de 2013, a Sociedade Portuguesa de Metrologia (SPMet) celebra 10 anos de existência. A SPMet, com cerca de uma centena de associados, é uma associação privada, sem fins lucrativos, que tem por objetivos promover o estudo, o desenvolvimento e a divulgação da Metrologia, contribuindo para a expansão do ensino neste domínio, estimular a investigação científica e a difusão de conhecimentos, promover a edição de publicações e estabelecer relações com outras sociedades científicas nacionais e internacionais, bem como a realização de encontros científicos em Portugal.
O Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear está a organizar uma escola internacional de verão em física de plasmas, a ter lugar de 7 a 13 de julho. A escola decorrerá em Oeiras, beneficiando da paisagem costeira da linha Lisboa-Cascais, e da proximidade de desportos aquáticos como o surf, o windsurf e a vela. O idioma a utilizar será o inglês.
O Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear (IPFN) organiza em 2013 duas Ações de Formação destinadas a Professores do Ensino Secundário, com os temas Lasers (8 a 12 de julho) e Fusão Nuclear (2 a 6 de setembro).
O som é um conteúdo abordado nos programas do 8º e 11º anos. As atividades práticas que são propostas em alguns manuais para o estudo da reflexão e absorção do som não são exequíveis. Neste artigo usamos um software livre de edição de som, um microfone e um computador. Os restantes materiais são também simples e baratos. Deste modo é possível realizar atividades práticas para estudar a reflexão e absorção do som. Este trabalho pode ser reproduzido em qualquer escola.
Todos nós já experimentámos incendiar um papel utilizando uma lupa. Escassos segundos bastam para o fazer, mesmo utilizando uma lupa de tamanho modesto. Que tamanho deveria ter uma lupa capaz de fazer o mesmo utilizando a luz da estrela Sírio (a Canis Majoris)? Neste artigo propomo-nos determinar quantitativamente que características deveria ter essa lupa, que se adivinha gigantesca.
As aulas experimentais desempenham um papel central no ensino das Ciências. Contudo, vários estudos revelam subutilização e fraca envolvência procedimental e cognitiva dos alunos na sua realização. Foi desenvolvido e testado um modelo de ensino experimental baseado em estações laboratoriais. Neste artigo, caracterizam-se as estações laboratoriais, indicam-se as suas principais vantagens e apresentam-se alguns exemplos. São ainda analisadas as opiniões de 51 alunos do ensino básico sujeitos a este modelo, durante um ano letivo.
Vamos descobrir como podemos determinar a sua espessura, muito maior que o raio do protão, mas demasiado fina para podermos usar uma régua.

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