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Volume 36 / Fascículo 2
Janeiro 2013
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O Reactor Português de Investigação é a infraestrutura científico-técnica de maior dimensão existente no País. É parte de um laboratório público cujo lançamento constituiu a seu tempo uma decisão de investimento em instalações e equipamentos num único polo técnico-científico, tomada de uma assentada, que não tem porventura paralelo entre nós. Acresce que o processo, diga-se, simbolicamente, do gabinete ao estirador e do estirador ao terreno, foi concretizado num intervalo de tempo anormalmente curto se comparado com o que parece ser hoje habitual. Acresce que o empreendimento foi delineado à partida com a competência de quem sabe exactamente o que importava fazer nascer e para quê.
A Pré-História do RPI inicia-se, sem dúvida, pela acção do Prof. Francisco de Paula Leite Pinto, que, com a sua vastíssima cultura, consegue impulsionar, decisivamente, a investigação científica no nosso País, em particular no âmbito da energia nuclear, contribuindo, deste modo, para o despacho do ministro da Educação Nacional, de 11 de Outubro de 1952, que cria a Comissão de Estudos de Energia Nuclear do Instituto de Alta Cultura (CEEN/IAC), cuja presidência lhe é confiada. Assim se desenvolve, entre nós, a investigação sistemática no domínio das novas ciências, ditas nucleares, e a formação de bolseiros para um futuro organismo oficial de estudo e de desenvolvimento das utilizações pacíficas da energia nuclear.
A experiência acabou por ser planeada para 24 de Abril e para termos tempo de a realizar durante esse dia tínhamos que a começar cedo e decidimo-nos pelas 7:30 da manhã. Não começámos todos ao mesmo tempo, porque havia a preparação do equipamento, que implicava um desfasamento entre aqueles indivíduos em que eu e aquele jovem que está ali de cabelos brancos chamado Fernando de Almeida, nos encontrávamos e os restantes.
O primeiro reactor de cisão nuclear construído pelo Homem – a Pilha de Chicago n.º 1 – começou a funcionar em 2 de Dezembro de 1942, sob a orientação de Enrico Fermi1. Menos de onze anos e cinco meses mais tarde, em 25 de Abril de 1961, Portugal passa a ser o trigésimo quinto país a dispor de um reactor de cisão nuclear destinado a actividades de I&D e a formação de pessoal2. Não fora o atraso verificado na construção do respectivo edifício, aquela posição teria recuado uma dezena de lugares, pelo menos3.
James Kakalios, professor de Física e autor do famoso livro “The physics of superheroes” (A física dos super-heróis), visitou Portugal no passado dia 9 de Julho para realizar uma apresentação aberta ao grande público. Esta decorreu no Instituto Superior Técnico, em Lisboa, tendo precisamente o título “A física dos super-heróis”.
Colocar o ensino experimental da física na “rede” empregando os conceitos da Web 2.0 é o objetivo dum projeto do Instituto Superior Técnico (IST) com o apoio da Sociedade Portuguesa de Física e a chancela do Ano de Portugal no Brasil, realizando uma experiência a nível mundial com a participação de várias escolas nas latitudes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
O Faulkes Telescope Project (FT) [1] facilita o acesso de alunos a telescópios remotos, permitindo a captura de imagens do céu. O projeto foi idealizado em 2000, no Reino Unido, mas é atualmente gerido pelo Las Cumbres Observatory Global Telescope Network (LCOGT) [2] e em Portugal a sua divulgação é realizada pelo NUCLIO [3].
Com o objectivo de manter informados os sócios sobre as iniciativas que promove, a Direcção da SPF vem listar as actividades realizadas nos quatro primeiros meses do seu mandato:
O primeiro reactor nuclear experimental entrou em actividade crítica em 2 de Dezembro de 1942 debaixo das bancadas de um estádio em Chicago, nos Estados Unidos, e ainda não tinha passado um ano quando entrava em funcionamento em Oak Ridge o primeiro reactor industrial. Se o primeiro tinha a potência de um watt, o segundo tinha de um megawatt. A era nuclear surgiu associada à guerra, mas, em 8 de Dezembro de 1953, o presidente norte-americano Eisenhower fazia um discurso nas Nações Unidas em favor da utilização pacífica da energia nuclear.

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