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Volume 37 / Fascículo 1
Abril 2014
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No momento em que escrevo, a comunidade internacional de físicos é percorrida por um enorme entusiasmo. Ainda mal estávamos refeitos do anúncio da descoberta do bosão de Higgs, ou da recente demonstração de fusão nuclear usando lasers, quando outro resultado de enorme impacto é divulgado pelos media de todo o mundo: a detecção de ondas gravitacionais primordiais, vestígio dos primeiros instantes de um Universo em inflação.
Os trabalhos científicos de Marie Curie sobre radioactividade e, em particular, a descoberta e caracterização do rádio e do polónio, os primeiros elementos radioactivos descobertos através das radiações, deram início a uma nova época da química e da física nuclear e das suas aplicações em medicina. A energia de Marie Curie na actividade de investigação científica e o empenho que colocou na aplicação das suas descobertas modificaram de forma significativa o tratamento de doenças da pele e tumores, e deram início às disciplinas de radioterapia e curieterapia (actual braquiterapia). Este artigo recorda os principais passos da descoberta da radioactividade e dos novos elementos radioactivos e o nascimento da radioterapia, colocados no contexto científico da época.
Com uma grande diversidade de aplicações, a técnica espectroscópica baseada no Efeito Mössbauer completa mais de meio século de contribuições significativas à Ciência. Tendo como princípio a absorção ressonante de radiação gama, a Espectroscopia Mössbauer é uma das técnicas com maior resolução entre as utilizadas na Física. Este artigo traz uma breve discussão dos princípios físicos relacionados com o Efeito Mössbauer e de algumas de suas aplicações mostrando a diversidade das mesmas.
Nos jornais, livros e revistas, nos filmes, na rádio e até na televisão lemos ou ouvimos afirmações vindas de portugueses que supõem que um bilião significa mil milhões. Outros afirmam que um bilião é um milhão de milhões. Como isto não é matéria de gosto preferencial (o tradicional “acho que…”), mas uma questão de normalização, só uma das versões é que está correcta. É o que veremos seguidamente.
No presente ano passa o centenário do Prémio Nobel da Física atribuído ao alemão Max von Laue, pela “sua descoberta da difracção dos raios X pelos cristais”. Esse foi um dos pretextos invocados pelas Nações Unidas para designarem 2014 como o Ano Internacional da Cristalografia. De facto, a ideia que conduziu a essa descoberta data, segundo o próprio autor, de Fevereiro de 1912. Num passeio pelo Englischer Garten em Munique, von Laue, que já era doutor por Berlim desde 1903 (tinha sido aluno de um outro Max, Max Planck), foi estimulado por uma conversa com Paul Ewald, então estudante doutoral de Arnold Sommerfeld. O problema de Ewald tinha a ver com a passagem de luz visível por um cristal, mas Laue (que então ainda não era von Laue, pois só mais tarde, e à custa do pai, ganharia tal distinção nobiliárquica) pensou que faria mais sentido fazer passar raios X pelos cristais. Já se conhecia o tamanho típico das distâncias interatómicas e havia bons motivos para suspeitar que o comprimento de onda dos raios X era da mesma ordem de grandeza.
Atualmente, todos os computadores pessoais vêm equipados de origem com periféricos de som com uma qualidade que, até há pouco tempo, estava destinada só a profissionais. Este é um recurso extraordinário, que passa despercebido à maior parte dos utilizadores. O presente artigo é o primeiro de uma série dedicada à descoberta de uma área fascinante da Física: as ondas de rádio. O ponto de partida proposto nas próximas páginas é a criação de um projeto que tem como objetivo o desenvolvimento de um sistema de receção de frequências ultra baixas (denominadas na sigla inglesa como VLF), de 0 a 96 kHz, suficientemente económico e de fácil construção. Este projeto está idealizado para permitir a sua implementação e manutenção por alunos do ensino secundário.
Não tenho qualquer dúvida de que o livro “Ensino Experimental das Ciências – Um Guia para Professores do Ensino Secundário. Física e Química” de Paulo Simeão Carvalho, Adriano Sampaio e Sousa, João Paiva e António José Ferreira, recentemente editado pela Universidade do Porto, será uma obra de referência no campo da Didática das Ciências Experimentais. Corolário da experiência acumulada pelos autores em largos anos de docência e de formação inicial e contínua de professores, tem como principal objetivo “ajudar a desenvolver um conjunto de competências que levem os professores a valorizar mais o trabalho prático e experimental e a implementá-lo de uma forma adequada à visão atual da Epistemologia e da Didática das Ciências”.
Neste trabalho apresenta-se uma abordagem da lei do inverso do quadrado da distância, utilizando como fonte pontual um retroprojetor. A medição da iluminação recebida num ecrã de projeção é feita com um fotómetro e a distância à fonte com uma simples fita-métrica. Pretende-se mostrar que este estudo pode ser feito usando apenas recursos existentes nas escolas, sem comprometer o formalismo científico exigível ao nível do ensino secundário.
Todos os estudantes portugueses que representaram Portugal na XVIII Olimpíada Ibero-americana de Física regressaram da República Dominicana com um prémio.
A SPF elaborou um parecer sobre o programa e metas curriculares de Física e Química A para os 10.º e 11.º anos de escolaridade e sobre as metas curriculares para o programa de Física do 12.º ano de escolaridade.
O Encontro de Professores de Física e Química teve as suas duas primeiras edições na Universidade do Algarve, Campus de Gambelas em Faro, sob o auspício dos Departamentos de Física e Química locais. A partir da terceira edição, o Encontro passou a ser organizado pela Direção Regional do Sul e Ilhas (DRSI) da SPF, com um forte apoio dos colegas dos referidos departamentos, mas tendo passado a ter lugar em Beja para garantir uma maior centralidade em relação à região sul. Assim, em 2013 chegámos ao 4º Encontro que decorreu no Instituto Politécnico de Beja, tal como em 2011.
A FÍSICA 2014 – 19ª Conferência Nacional de Física e 24º Encontro Ibérico para o Ensino da Física – irá decorrer de 2 a 4 de Setembro de 2014 no Instituto Superior Técnico, Lisboa. Esta conferência bienal, organizada pela Sociedade Portuguesa de Física, junta num mesmo evento investigadores, professores e estudantes, abrangendo o ensino universitário e secundário, numa atmosfera de celebração e partilha de conhecimentos e experiências na física.
No dia 20 de dezembro de 2013, a 68.ª Sessão da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas proclamou oficialmente 2015 como o Ano Internacional da Luz e das Tecnologias Baseadas na Luz – IYL 2015.
O Prémio Nobel de Física de 2013 foi atribuído ao belga François Englert e ao britânico Peter Higgs “pela descoberta teórica de um mecanismo que contribui para a compreensão da origem da massa das partículas subatómicas, e cuja existência foi recentemente confirmada, através da descoberta da partícula fundamental prevista [o célebre bosão de Higgs], pelas experiências do acelerador de partículas LHC do CERN”.

A FÍSICA 2014 – 19ª Conferência Nacional de Física e 24º Encontro Ibérico para o Ensino da Física – irá decorrer de 2 a 4 de Setembro de 2014 no Instituto Superior Técnico, Lisboa. Esta conferência bienal, organizada pela Sociedade Portuguesa de Física, junta num mesmo evento investigadores, professores e estudantes, abrangendo o ensino universitário e secundário, numa atmosfera de celebração e partilha de conhecimentos e experiências na física.


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