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Volume 33 / Fascículo 1
Janeiro 2010
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“Podemos imaginarmo-nos suficientemente pequenos para entrar num formigueiro (...). E podemos, igualmente, imaginar-nos suficientemente grandes para olhar de fora o sistema solar. Mas não (...) suficientemente pequenos para entrar num átomo e menos ainda no seu núcleo, nem suficientemente grandes para termos uma dimensão próxima da do Universo”. Estas palavras são de António Brotas, no livro “Relatividade e Física Clássica”, acabado de publicar pela IST Press. A recensão deste livro, feita por Emílio Ribeiro, físico e seu ex-aluno, pode ler-se nesta Gazeta...
Usando os princípios da Relatividade Restrita para acelerar os cálculos em simulações computacionais foi possível, pela primeira vez, desenhar a nova geração de aceleradores laser-plasma baseados nos lasers ultra-intensos que estão actualmente em fase de construção e demonstrar aceleração de electrões até energias comparáveis com as energias atingidas nos aceleradores tradicionais. Estes resultados, obtidos por cientistas no Instituto de Plasmas e Fusão Nuclear do Instituto Superior Técnico, foram recentemente publicados na revista Nature Physics.
Na segunda metade do século XIX, o grande físico teórico escocês James Clerk Maxwell foi um precursor das teorias de unificação, tendo reunido a electricidade e o magnetismo, que se baseavam em leis empíricas, num conjunto de quatro equações diferenciais locais, obedecidas pelos campos eléctricos e magnéticos em cada ponto do espaço e instante de tempo: as equações de Maxwell.
Vamos descrever neste trabalho algumas das intervenções do Grupo Experimental do Centro de Física Atómica da Universidade de Lisboa na área da Arte e Herança Cultural.
Não posso estar mais de acordo com Jim Al-Khalili, professor de física na Universidade de Surrey e conhecido divulgador das ciências, quando refere o fascínio que a história da astronomia exerce sobre o grande público, constatando de seguida que a sua “história é muitas vezes mal contada.”
Ao mesmo tempo que escrevo esta coluna, no Reino Unido a comunidade académica de físicos, astrónomos e outros cientistas do espaço procura avaliar os prejuízos causados pelos enormes cortes no financiamento para a investigação que foram anunciados em Dezembro passado pela instituição que financia a ciência no Reino Unido, o Science and Technology Facilities Council (SFTC).
No final de cada década é costume fazer uma lista do que se passou de mais importante. A física não foge à regra, razão pela qual o APS News, boletim da Sociedade Americana de Física, apresenta no seu número de Fevereiro passado um top ten das notícias da Física mais badaladas nos últimos dez anos. Mais badaladas significa que foram as histórias
Encontro Nacional de Física da Matéria Condensada || 2010, Ano do laser || LHC entra em funcionamento || Medir os Céus para dominar a Terra || FÍSICA 2010 || Visita ao cern - Professores de Escolas portuguesas

Chen Ning Yang foi um dos mais brilhantes e influentes físicos teóricos do século XX. Partilhou, com Tsung Dao Lee, o prémio Nobel da Física, por ambos (ainda bastante jovens) terem proposto a hipótese revolucionária de que as interações
nucleares fracas violam a paridade, isto é, os processos em que estas intervêm não são invariantes quando são vistos ao espelho, ao contrário do que então se supunha como dado adquirido para todas as interações físicas. No dia a dia dos físicos de partículas, o nome de Yang ocorre como sendo, com Robert Mills, um dos proponentes das teorias de Yang-Mills, teorias de campo que generalizam o eletromagnetismo por serem invariantes segundo uma transformação de um grupo não abeliano. Exemplos de teorias de Yang-Mills são a Cromodinâmica Quântica (que descreve as interações nucleares fortes) e o Modelo Padrão das Interações Eletrofracas (neste caso, com quebra espontânea de simetria). Yang também teve contribuições decisivas para a Física Estatística, das quais merece destaque a equação de Yang-Baxter, segundo a qual em certos sistemas a interação entre três partículas é completamente determinada pelas interacções separadas entre duas dessas partículas, e é independente de qual dos pares de partículas interagem primeiro. Conversámos com Yang no Instituto de Física Teórica por si fundado, na Universidade do Estado de Nova Iorque em Stony Brook. Yang é hoje um físico aposentado, prestes a completar 95 anos, mas mantém um olhar
atento sobre a disciplina a que dedicou a sua longa vida científica e tem muitas histórias para contar. Quando passam 60 anos da atribuição do seu Prémio Nobel e 50 anos da fundação do instituto que hoje tem o seu nome, vale a pena ouvir e recordar algumas dessas histórias. Esta é uma entrevista de carreira, e carreiras como a de C.N. Yang há poucas.


Material - clipes grandes (tamanho 10) - papel de várias espessuras - agrafador - envelopes de papel - 50 porcas de tamanho 12 mm - furador de papel
É praticamente impossível não iniciar o estudo do electromagnetismo pela electrostática.
Desde o ano de 1990 que o recorde para o lançamento do peso, no caso das provas destinadas ao sexo masculino, não é batido.
A Escola Cooperativa de Vale S. Cosme – Didáxis uniu-se também à celebração do Ano Internacional da Astronomia (AIA 2009) cuja sessão de encerramento de actividades em Portugal será no dia 17 de Março.
Newton afirmou que, se viu mais além, foi por que subiu aos ombros de gigantes. Do grande físico americano Robert W. Wood poderia dizer-se, num espírito mais prático, que viu mais além por ter utilizado as técnicas fotográficas, películas e filtros adequados.
Pedro Patrício Problemas de física da vida quotidiana François Graner (trad. Susana Machado) IST Press, Colecção Ensino da Ciência e da Tecnologia - n.º 32 || “Relatividade e física clássica – continuidade e ruptura” António Brotas IST Press, Colecção Ensino da Ciência e da Tecnologia - n.º 31

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