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Volume 43 / Fascículo 3/4
Março 2021
Conteúdo restrito a subscritores

De entre os objetos astronómicos que mais atraem a curiosidade de todos, particularmente dos mais jovens, destacam-se os buracos negros. Quem não fica fascinado por objetos tão maciços, com um campo gravítico tão intenso, que nem a luz consegue escapar? O conceito de buraco negro aparece de forma concreta no contexto da Relatividade Geral. O primeiro buraco negro, denominado de Cygnus X-1 ou Cyg X-1, foi descoberto em 1964 e foi encontrado na constelação do Cisne (daí o seu nome). Foi identificado de forma indireta a partir da deteção de uma fonte de raios-X de intensidade elevada, observada nessa na constelação.


O prémio Nobel da Física 2020 foi concedido (1/2) a Roger Penrose, “pela descoberta de que a formação de buracos negros é uma previsão robusta da teoria da relatividade geral” e a Reinhard Genzel e Andrea Ghez (1/4 a cada), “pela descoberta de um objeto compacto supermassivo no centro de nossa galáxia” [1]. Este é um prémio Nobel para a ciência, ou seja, para a (astro)física e matemática, dos buracos negros. Após um século de debate sobre estes fascinantes e intrigantes objetos, o conservador comité Nobel dá o seu selo de credibilidade ao “buraco negro” como um objeto físico e não apenas uma especulação teórica. Neste artigo, apresentarei alguns destaques, principalmente numa perspetiva histórica, tanto da teoria quanto das evidências observacionais dos buracos negros, enfatizando as contribuições de Penrose, Ghez e Genzel.


Neste artigo, investiga-se a explicação física para a coloração do céu. Abordam-se fenómenos de espalhamento da luz e um algoritmo em Python para a geração de imagens do céu, desenvolvido no âmbito da Unidade Curricular de Física Computacional do Mestrado Integrado de Engenharia Física na Universidade do Minho.

Introdução
Não é novidade que vemos o céu azul e o Sol amarelo e que, ao pôr do Sol, a paisagem muda para um tom avermelhado belo que nos incita a apreciá-lo por longos momentos, mas qual o motivo de serem estas cores e não outras que pintam o céu? E porque é que o céu apresenta uma tão grande variedade de cores? Um bom ponto de partida é a forma como captamos informação luminosa, no sensor biológico de luz do ser humano, o olho.


No início dos anos trinta, o caminho de Branca Edmée Marques, que viria a ser a primeira catedrática de ciências na universidade portuguesa, cruza-se com o de Marie Curie, no Institut du Radium, em Paris. Sob orientação da cientista duas vezes galardoada com o Nobel, Marques apresentará a sua tese de doutoramento em radioquímica na Sorbonne, obtendo a classificação máxima. Seguem-se algumas reflexões sobre o percurso das duas cientistas e o seu relacionamento e sobre as mulheres no Institut du Radium.


O plano inclinado, uma das seis máquinas simples descritas na antiguidade [1], permite alterar a força com que um objeto é elevado. Por exemplo, ao reduzir bastante o efeito da aceleração gravítica sentida pelo corpo, a variação da velocidade é menor e permite consequentemente realizar experiências simples de física em tempos de ordem superior ao segundo, entendíveis pelo olho humano. Consequentemente esta máquina é muito usada para estudar a aceleração nos corpos.
No entanto só calhas com almofadas de ar permitem realizar esta experiência sem atrito significativo, permitindo determinar uma aceleração gravítica (g) correta e próxima dos 9,8 ms-2. Contudo, o atrito é parte integrante da mecânica do problema e neste artigo abordaremos como o poderemos considerar, demonstrando que é possível determinar o valor de g com uma experiência simples. 


Ensinar nos dias de hoje implica romper com os princípios metodológicos reproduzidos, durante décadas, nas escolas portuguesas. É consensual que não se pode continuar a ensinar do mesmo modo que se aprendeu.
Num mundo cada vez mais globalizado e em rápida mudança, urge formar cidadãos autónomos, críticos, responsáveis, criativos e ativos, capazes de atuar face aos problemas do mundo atual e em constante mudança.
Com efeito, desenvolver nos jovens de hoje um perfil de competências que lhes possibilite continuar a aprender ao longo da vida e, concomitantemente, dar resposta aos desafios da era da modernidade líquida, implica romper com certos paradigmas, centrados no conhecimento do professor e dos manuais escolares em detrimento dos saberes prévios dos estudantes.


Este livro discute os contornos científicos, políticos, sociais e religiosos que levaram à execução das duas expedições científicas que, no dia 29 de maio de 1919, observaram o eclipse solar na cidade de Sobral (estado do Ceará, Brasil), sob comando de Andrew Crommelin (1865-1939) e Charles Rundle Davidson (1875-1970) astrónomos do Observatório de Greenwich; e na ilha do Príncipe, sob a batuta de Arthur Stanley Eddington (1882-1944), diretor do Observatório de Cambridge e o técnico de relojoaria Edwin Turner Cottingham (1869-1940). Eddington parece ter tido conhecimento da previsão do encurvamento feito pela Teoria de Einstein no Rio de Janeiro através dos contactos havidos com Charles Dillon Perrine (1867-1951) em 1912 e publica sobre o tema ainda em 1918.


Força elétrica e força magnética

Em 2020, celebrámos os duzentos anos da descoberta da existência de uma relação entre eletricidade e magnetismo pelo físico dinamarquês Hans Christian Oersted.
Foi uma importante descoberta que levou mais tarde a unificar a força elétrica e a força magnética numa mesma força: a força eletromagnética. Iniciou-se a formulação de uma teoria que foi sendo construída até ao presente e que descreve as forças entre as partículas sub-atómicas que formam a matéria.


 


A 22.ª Conferência Nacional de Física e o 30.º Encontro Ibérico para o Ensino da Física, FISICA 2020, tiveram lugar entre os dias 2 e 5 de setembro de 2020, no Instituto de Educação da Universidade de Lisboa e, simultaneamente, de forma remota. As plenárias e as contribuições orais foram apresentadas presencialmente e emitidas online, enquanto que os posters foram apresentados via internet. A Conferência Nacional de Física e o Encontro Ibérico extravasaram o contexto nacional e o espaço ibérico, tendo sido também transmitidas para os países de língua oficial portuguesa, através das ferramentas remotas disponibilizadas.


Uma Vida breve e plena

André Joel Ferreira Freitas, nasceu em Soure a 25 de maio de 1981.
Estudou na Escola Secundária de Soure, tendo terminado o ensino secundário em 1999.
Obteve a Licenciatura em Física - Ramo de Formação Educacional - Ensino de Física e Química (1999- 2005), na Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.


É com pesar que a Direção da Sociedade Portuguesa de Física comunica o falecimento do Sr. António Fidalgo, no passado dia 22 de janeiro de 2021. António Fidalgo, natural de Felgueiras, Torre de Moncorvo, era membro da Dossier - Comunicação e Imagem, Lda, empresa gráfica que, desde 2007, tem trabalhado com a Gazeta de Física. Nesse âmbito, ao longo dos anos, colaborou extensivamente na produção dos números da Gazeta. A SPF envia os sinceros pesares aos familiares, colegas de trabalho e amigos.


A XXXVI edição das Olimpíadas de Física, devido à situação de pandemia, decorreu de forma online no dia 6 de junho de 2020. A SPF adaptou-se rapidamente à realização deste evento de forma remota, mobilizando professores e alunos. Os alunos puderam-nas realizar em suas casas. Estiveram envolvidos 262 alunos do 9.º ano, e 328 alunos do 11.º ano. A participação no escalão B foi feita a título individual, enquanto no escalão A os alunos concorrem em equipas com um máximo de três elementos.


O PLANCKS é uma competição de Física para alunos de Licenciatura e de Mestrado. É um evento internacional em que os participantes competem com equipas compostas por três ou quatro alunos. Durante a competição, as equipas respondem a questões de Física, destinadas a desafiar e entreter os competidores.
A primeira edição do PLANCKS ocorreu em 2014 em Utrecht, na Holanda. Desde então é realizado em anualmente, em maio. O evento oferece aos estudantes de Física a oportunidade de conhecerem e contactarem com colegas de todo o mundo. O objetivo é aumentar a colaboração internacional e estimular o desenvolvimento pessoal de cada aluno, criando um ambiente de convivência, de troca de ideias e de troca de experiências, entre eles.



         Lisboa, 20-22 june 2021

         Faculdade de Ciências da Universdade de Lisboa

Submissão de resumos: 18 de abril de 2021

https://cmpnc2021.sci-meet.net/


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